Porto Alegre, assentada sobre 496,7 km² entre morros cristalinos e a vasta planície aluvionar do Guaíba, exige um estudo de mecânica dos solos que vá muito além da sondagem preliminar. A cidade registra cotas que variam de 1 a 311 metros em poucos quilômetros, e essa transição brusca entre solo residual de granito e argilas moles saturadas cobra um preço alto de quem projeta sem investigação geotécnica adequada. Nosso laboratório processa amostras indeformadas e deformadas seguindo a ABNT NBR 6457, extraindo parâmetros de resistência ao cisalhamento, compressibilidade e permeabilidade que definem o tipo de fundação. Em zonas como o Centro Histórico, o ensaio CPT é frequentemente solicitado para mapear lentes de aterro sobre camadas compressíveis, enquanto em bairros como Tristeza e Ipanema o perfil é dominado por areias médias a finas que demandam caracterização granulométrica minuciosa.
Em Porto Alegre, a diferença entre uma fundação econômica e um reforço emergencial está em três parâmetros bem determinados em laboratório: coesão efetiva, ângulo de atrito e índice de compressão.
