Os dispositivos de isolamento sísmico de base que especificamos para obras em Porto Alegre são, na maioria dos casos, apoios elastoméricos com núcleo de chumbo ou isoladores de pêndulo de fricção triplo. A escolha depende diretamente da estratigrafia local: as argilas siltosas da Formação Guaíba e os solos residuais de granito que afloram na zona sul respondem de forma muito distinta sob excitação sísmica. Em projetos recentes na capital, o dimensionamento partiu de acelerogramas compatíveis com a sismicidade da Bacia do Paraná, ajustando o período-alvo do isolador para afastar a estrutura da faixa predominante de 0.15 a 0.40 s que observamos nos depósitos aluvionares próximos ao Lago Guaíba. Antes de definir o sistema de isolamento, é comum complementarmos a campanha com ensaios MASW para refinar o perfil de Vs30 e calibrar a aceleração espectral de projeto no espectro da NBR 15421:2006.
O isolamento sísmico de base em Porto Alegre exige modelagem com acelerogramas locais: o deslocamento do isolador é sensível ao contraste de impedância entre os sedimentos do Guaíba e o embasamento cristalino.
