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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Porto Alegre

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

Porto Alegre avança sobre um território onde a urbanização pressiona aterros sobre várzeas do Guaíba e encostas do escudo cristalino. O ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia é a ferramenta direta para verificar se a compactação de campo atinge o especificado em projeto. Empreiteiras e fiscalizadoras recorrem a esse controle quando a camada recém-executada precisa de liberação rápida, sobretudo em obras viárias nos bairros da zona norte e em loteamentos do extremo-sul. A norma ABNT NBR 7185/2016 rege o procedimento, e o resultado é comparado de imediato com a massa específica seca máxima obtida no ensaio Proctor, fechando o ciclo de controle tecnológico. A equipe atua em Porto Alegre com equipamento calibrado e areia de Ottawa, deslocando-se até a frente de serviço sem interferir no cronograma da terraplenagem.

Em solos siltosos de Porto Alegre, um grau de compactação aparente acima de 98 % sem verificação in situ já escondeu lentes mal compactadas que geraram trincas em apenas duas estações chuvosas.

Nossas áreas de serviço

Como trabalhamos

O subsolo porto-alegrense alterna entre espessos mantos de argila siltosa da Formação Guaíba e solos residuais de granito nas cotas mais altas. O cone de areia responde bem nesses materiais porque a escavação manual da cavidade preserva a umidade natural, ao contrário de métodos nucleares que exigem correções. A sequência de campo é simples: raspa-se a superfície, crava-se a bandeja, escava-se o furo com cuidado e pesa-se o material removido. A areia calibrada preenche o volume escavado, e a densidade úmida in situ é calculada diretamente. Em camadas de subleito tratadas com cal, comuns nas obras de pavimentação da BR-290, o ensaio de densidade in situ detecta se a homogeneização e a energia de compactação foram suficientes. A interpretação do grau de compactação — tipicamente exigido acima de 95 % do Proctor normal — orienta a liberação ou a recompactação do trecho. Quando o solo é pedregulhoso, comum nas encostas do Morro Santana, a escavação manual exige mais perícia, e o diâmetro do furo deve ser ajustado conforme a NBR 7185. O ensaio de densidade in situ também é empregado em valas de drenagem profunda, onde a compactação de reaterro é crítica para evitar recalques diferenciais em calçadas e sarjetas. Complementamos a investigação com sondagens SPT quando há suspeita de camadas moles abaixo do aterro compactado.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Porto Alegre
Imagem técnica — Porto Alegre

Contexto geotécnico local

A expansão de Porto Alegre a partir dos anos 1970 ocupou antigas áreas de banhado com aterros lançados sem controle tecnológico. Bairros inteiros da zona sul, como Restinga, foram implantados sobre camadas que hoje exigem recompactação criteriosa para receber novas edificações. O ensaio de densidade in situ é o único método normatizado que fornece o grau de compactação real em campo, permitindo avaliar se há risco de colapso por saturação ou recalque excessivo. O principal perigo técnico é liberar uma camada com densidade aparente aceitável, mas com umidade de compactação fora do intervalo ótimo — situação que o cone de areia detecta ao cruzar a densidade seca in situ com a curva Proctor. Em taludes de corte da avenida Loureiro da Silva, a verificação pontual de densidade foi determinante para suspender a compactação de um aterro que apresentava desvio de umidade de 4 % acima da ótima. A consequência de ignorar esse controle é a perda de resistência ao cisalhamento e a deformação prematura do pavimento, problema recorrente em vias de ônibus de Porto Alegre que suportam carregamento cíclico intenso. Um controle bem executado protege o investimento em infraestrutura e evita intervenções corretivas de alto custo.

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Normas técnicas vigentes


ABNT NBR 7185:2016 – Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 7182:2016 – Solo — Ensaio de compactação, DNIT 092/2006 – ES – Aterro — especificação de serviço

Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 7185:2016
Areia padrãoOttawa (20–30), calibrada a cada 10 ensaios
Diâmetro do furo100 a 150 mm (ajustado ao tamanho máximo do agregado)
Massa específica seca máximaObtida via Proctor normal ou intermediário
Grau de compactação mínimo95 % (subleito) a 100 % (aterro estrutural)
Frequência de controle1 ensaio a cada 100 m³ em aterros rodoviários
Tempo de execução por ponto20 a 30 minutos

Dúvidas comuns


Qual o custo aproximado do ensaio de densidade in situ com cone de areia em Porto Alegre?

Em que tipo de solo o cone de areia não é recomendado em Porto Alegre?

Solos com pedregulhos de diâmetro superior a 50 mm ou com matacões, comuns nos sopés dos morros graníticos, dificultam a escavação da cavidade sem perturbar as paredes. Nesses casos, o ensaio perde precisão e pode ser necessário recorrer ao método do cilindro biselado ou ao frasco de areia com furo de maior diâmetro, conforme orientação da NBR 7185.

Quantos ensaios são necessários para liberar um aterro de 500 m³?

A especificação DNIT 092/2006-ES recomenda um ensaio de densidade in situ a cada 100 m³ de aterro compactado. Para 500 m³, o mínimo são cinco pontos, distribuídos aleatoriamente na camada, com coleta de amostra para determinação da umidade em estufa.

O ensaio de cone de areia pode ser executado em dias de chuva?

Não é aconselhável. A chuva altera a umidade superficial e pode saturar a areia calibrada, comprometendo a medição do volume. Em Porto Alegre, onde as precipitações de inverno são frequentes, o ensaio deve ser reagendado ou executado com proteção de lona, desde que a superfície do aterro não esteja encharcada.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Porto Alegre e sua zona metropolitana.

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