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PORTO ALEGRE
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Ensaio CPT em Porto Alegre: Perfis de Resistência e Estratigrafia Contínua

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

Lembro de uma obra na região do Menino Deus, um edifício de 15 pavimentos com dois subsolos. A sondagem SPT indicava uma camada de argila siltosa mole a partir dos 8 metros. O projetista precisava de mais resolução. Precisava saber exatamente onde começava o material mais resistente. Foi aí que entramos com o ensaio CPT. O cone eletrônico desceu 22 metros. A cada 2 centímetros, um registro de resistência de ponta e atrito lateral. O resultado mostrou que a camada de argila mole era intercalada com lentes finíssimas de areia, algo que a sondagem tradicional simplesmente não via. Em Porto Alegre, com a variabilidade dos depósitos do Guaíba, o ensaio CPT é o olho clínico que complementa a investigação preliminar. Trabalhamos com ponteira sísmica quando o projeto exige velocidade de ondas cisalhantes, integrando o dado de Vs com a estratigrafia de alta definição.

Em Porto Alegre, o CPTu revela lentes de areia dentro da argila mole do Guaíba que a sondagem tradicional simplesmente não detecta.

Nossas áreas de serviço

Como trabalhamos

A geologia de Porto Alegre é um mosaico: granitos do Escudo Sul-rio-grandense no Morro Santana, sedimentos cenozoicos da Bacia do Guaíba na região central e depósitos aluvionares nas ilhas. O nível freático raramente passa de 3 metros de profundidade na zona norte. Isso significa que o ensaio CPT enfrenta frequentemente solos saturados, onde a medição de poropressão com piezocone (CPTu) se torna indispensável. A cravação é feita com um penetrômetro estático montado sobre caminhão de 20 toneladas, que serve de reação. O cone de 10 cm² avança a uma taxa constante de 2 cm/s, registrando qc, fs e u2. Nos solos residuais jovens da Lomba do Pinheiro, a resistência de ponta costuma subir de 2 MPa para 15 MPa em menos de um metro. Temos equipamento com capacidade de cravação de 200 kN, suficiente para atravessar camadas de arenito botucatu alterado que aparecem em profundidade. Para obras de médio porte, a combinação do CPT com alguns furos de sondagens SPT oferece o melhor custo-benefício, especialmente quando é preciso classificar o solo pelo gráfico de Robertson.
Ensaio CPT em Porto Alegre: Perfis de Resistência e Estratigrafia Contínua
Imagem técnica — Porto Alegre

Contexto geotécnico local

O equipamento de CPT que operamos em Porto Alegre é um caminhão pesado, com torre de cravação hidráulica e sistema de ancoragem por trado helicoidal. O nivelamento é crítico: qualquer desaprumo na cravação compromete a verticalidade do furo e pode danificar a haste. Nas obras próximas ao Cais Mauá, o maior desafio operacional é a presença de aterros antigos com entulho e blocos de rocha. A ponteira do cone é sensível. Um impacto contra um bloco de granito pode fraturar a célula de carga. Por isso, quando a resistência de ponta sobe abruptamente para valores acima de 40 MPa, interrompemos a cravação e avaliamos se há risco para o equipamento. Outro ponto de atenção é a saturação do elemento poroso no piezocone. Em solos não saturados, acima do nível freático, a desaturação do filtro causa atraso na resposta de poropressão, gerando leituras subamortecidas que exigem correção no pós-processamento. O ensaio é rápido — um furo de 20 metros se completa em 40 minutos —, mas a preparação e a calibração da célula de carga demandam pelo menos uma hora no início do dia.

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Material audiovisual


Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 12069: Standard Test Method for Electronic Friction Cone and Piezocone Penetration Testing of Soils, ABNT NBR 6506:1995 - Solos - Determinação da resistência à penetração de cone in situ, ISSMGE - International Reference Test Procedure for CPT and CPTU (1999), Robertson, P.K. (1990) - Soil classification using the cone penetration test. Canadian Geotechnical Journal.

Parâmetros de referência


ParâmetroValor típico
Tipo de ensaio CPTPiezocone (CPTu) com medição de poropressão (u2)
Capacidade de cravação200 kN (20 toneladas)
Profundidade máxima típica25 a 30 metros, dependendo da resistência do solo
Intervalo de registroA cada 2 cm (resistência de ponta, atrito lateral, poropressão)
Norma de referênciaABNT NBR 12069, NBR 6506 (aplicável)
Cone utilizadoCone elétrico de 10 cm² com célula de carga de 50 MPa
Sistema de aquisiçãoAquisição digital contínua com transmissão em tempo real

Dúvidas comuns

Qual a diferença prática entre o SPT e o CPT em Porto Alegre?

O SPT fornece uma amostra a cada metro e um índice de resistência (NSPT) com resolução grossa. O CPT não coleta amostra, mas gera um perfil contínuo com leituras a cada 2 cm. Nas argilas moles do Guaíba, o CPT detecta lentes de areia com 5 cm de espessura que o SPT simplesmente perde. O SPT é melhor para identificar a composição do solo; o CPT é melhor para definir a estratigrafia de forma precisa e obter parâmetros de engenharia como Su e OCR sem perturbação.

Quanto custa um ensaio CPT em Porto Alegre?

O valor de referência para uma campanha de ensaio CPT em Porto Alegre é de $100.000, considerando mobilização de equipamento, calibração do cone e execução de um furo de até 20 metros. O custo final depende do número de furos, da profundidade total e da necessidade de ensaios complementares como dissipação ou CPT sísmico.

O ensaio CPT substitui a coleta de amostras?

Não completamente. O CPT fornece parâmetros mecânicos contínuos, mas não substitui a amostragem para ensaios de laboratório como granulometria ou triaxial. Em Porto Alegre, recomendamos sempre combinar alguns furos de SPT com CPT. O SPT traz a amostra; o CPT preenche os vazios entre um metro e outro com um perfil contínuo de resistência.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Porto Alegre e sua zona metropolitana. Mais info.

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