O vibroflotador desce até a profundidade de projeto em solos arenosos e aterros compactados de Porto Alegre, um equipamento cilíndrico com massas excêntricas que giram em alta frequência, gerando vibrações radiais e saturando o maciço com água. Enquanto a agulha penetra, os grãos se rearranjam num esqueleto mineral mais denso, eliminando vazios e elevando a resistência de ponta. Na zona norte da capital, sobre depósitos aluvionares do rio Gravataí, a combinação de sondagens prévias e ensaios CPT orienta cada malha de tratamento. A cidade, com 1,4 milhão de habitantes e assente sobre a bacia sedimentar do Guaíba, exige controle rigoroso de recalques diferenciais, sobretudo nos bairros industriais da zona norte onde o nível freático aflora a menos de dois metros. O projeto de vibrocompactação define malhas triangulares ou quadradas, diâmetro da coluna de brita e energia de compactação conforme a granulometria do terreno.
A vibrocompactação em solos granulares saturados de Porto Alegre atinge densificação efetiva até 12 metros de profundidade, reduzindo recalques totais e eliminando o risco de liquefação em eventos sísmicos de baixa magnitude.
