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PORTO ALEGRE
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Ensaio Proctor em Porto Alegre: Compactação com Precisão de Obra

Geotecnia aplicada a resultados concretos.

SAIBA MAIS

O soquete de 4,536 kg cai de uma altura de 45,7 cm. Repetimos esse ciclo 25 vezes por camada, em três camadas sucessivas, dentro do cilindro padronizado. É assim que o Proctor Normal ganha vida em nosso laboratório em Porto Alegre. Quando a especificação exige o Modificado, o soquete pesa 4,54 kg mas a altura de queda salta para 45,7 cm, compactando cinco camadas com 25 golpes cada — e o impacto no solo é radicalmente diferente. A rotina aqui é metódica: destorroar a amostra de solo residual de granito ou do colúvio da Lomba do Pinheiro, passar na peneira #4, adicionar água em incrementos controlados e cravar o molde até o ponto exato de virada da curva de compactação. O que buscamos é o pico da parábola: a densidade aparente seca máxima e a umidade ótima que vão ditar o controle de campo da sua obra.

A diferença entre 95% e 100% de compactação pode significar décadas de vida útil para um pavimento ou recalques prematuros no primeiro ciclo de carga.

Nossas áreas de serviço

Como trabalhamos

Acompanhei de perto uma obra de galpão logístico no entroncamento da BR-116 com a BR-448, em Canoas, mas com solo típico da formação geológica de Porto Alegre. O aterro vinha subindo rápido demais, e o laboratório da empreiteira reportava desvios de compactação a cada três lotes liberados. Fomos chamados para auditar o processo. Refizemos o ensaio Proctor com amostras retiradas do próprio empréstimo, e o problema saltou aos olhos: a umidade ótima real era de 16,2%, e eles vinham compactando com 12% — ou seja, 4 pontos percentuais abaixo, na região seca da curva, onde a densidade despenca. Ajustada a umidade em campo com caminhão-pipa e homogeneização na pista, a densidade relativa subiu de 89% para 99% em dois dias. É esse tipo de precisão que o ensaio Proctor entrega quando executado por quem conhece a variabilidade dos solos da Depressão Central gaúcha, e que muitas vezes se complementa com o ensaio CPT quando a estratigrafia do aterro precisa ser verificada sem abrir trincheira.
Ensaio Proctor em Porto Alegre: Compactação com Precisão de Obra
Imagem técnica — Porto Alegre

Contexto geotécnico local

Porto Alegre está assentada sobre um mosaico geológico que inclui granitos do Escudo Sul-Rio-Grandense, depósitos coluvionares nos morros e extensas planícies aluviais do Lago Guaíba. Nos bairros como Menino Deus e Praia de Belas, o nível freático pode estar a menos de 1,5 m de profundidade durante o inverno, quando o Guaíba sobe. Compactar um aterro nessas condições sem o Proctor de referência é como cozinhar sem termômetro: a umidade de campo flutua com a chuva, e o risco de compactar na condição errada é altíssimo. Se o solo estiver acima da umidade ótima, a compactação é ineficiente e gera bolsões de baixa resistência. Se estiver muito abaixo, o solo não atinge a densidade especificada e recalques diferenciais aparecem nos primeiros meses de operação. Em Porto Alegre, já vimos aterros de concreto asfáltico trincarem precocemente na Avenida Sertório porque a base compactada ficou 4% abaixo da densidade de projeto — e o laudo do Proctor seria a única defesa técnica na arbitragem.

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Normas técnicas vigentes


ABNT NBR 7182:2016 — Solo — Ensaio de Compactação, ABNT NBR 6457:2016 — Amostras de solo — Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, ABNT NBR 7181:2016 — Solo — Análise granulométrica (peneiramento para fração grossa), DNIT 164/2013 — ME — Solos — Compactação utilizando amostras não trabalhadas

Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Energia de compactação (Proctor Normal)593 kJ/m³ (ABNT NBR 7182:2016)
Energia de compactação (Proctor Modificado)2.693 kJ/m³ (ABNT NBR 7182:2016)
Número de camadas (Normal)3 camadas, 25 golpes cada
Número de camadas (Modificado)5 camadas, 25 golpes cada
Soquete (ambos)4,54 kg ± 0,01 kg
Peneira utilizada#4 (4,8 mm) para solos finos
Curva de compactação típica3 a 5 pontos com variação de ±2% de umidade

Dúvidas comuns


Qual a diferença prática entre o Proctor Normal e o Modificado?

O Proctor Normal aplica 593 kJ/m³ de energia, simulando a compactação com rolo leve ou manual, e é típico em aterros de baixa responsabilidade. O Modificado aplica 2.693 kJ/m³ — quase 5 vezes mais — e reproduz a energia de rolos compactadores vibratórios de grande porte. Em Porto Alegre, para bases de pavimentos na BR-290 ou aterros sob radier, sempre especificamos o Modificado.

Quanto custa um ensaio Proctor em Porto Alegre?

O ensaio Proctor completo, com curva de 5 pontos e relatório técnico, fica na faixa de R$ 100.000 dependendo da urgência e do volume de amostras. Se o cliente já fornecer o solo destorroado e a preparação inicial, o valor pode ser ajustado.

Em que tipo de solo de Porto Alegre o Proctor é mais crítico?

Nos solos coluvionares dos morros, como os da Lomba do Pinheiro e da Tristeza, a presença de argilas lateríticas altera muito a umidade ótima com pequenas variações de teor de finos. Um Proctor mal executado nesses solos resulta em compactação ineficiente e trincas precoces no pavimento.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Porto Alegre e sua zona metropolitana. Mais info.

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